A seis semanas do primeiro turno, uma investigação da Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pode se transformar em um dos principais problemas da campanha de reeleição do presidente Lula. Relatório revelado pela Veja aponta indícios de que o filho do presidente compartilhava interesses econômicos com a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Fernando Bittar em negociações que buscavam contratos com o governo federal.
Mensagens obtidas pela PF indicariam uma “sociedade oculta” entre os três e apontam Lulinha como possível beneficiário indireto das articulações. A defesa nega sua participação em negócios com a administração pública e questiona a investigação. Não há condenação, e as negociações citadas não resultaram em contrato com o Ministério da Saúde.
Mesmo sem uma conclusão judicial, o caso oferece munição à oposição para associar o governo a favorecimento familiar e tráfico de influência. Em uma disputa apertada, novas revelações durante a campanha podem afastar eleitores moderados e desequilibrar a balança política em desfavor de Lula.
