Política

Lula perde 1 milhão de seguidores e enfrenta rejeição recorde nas redes sociais

Lula perde 1 milhão de seguidores e enfrenta rejeição recorde nas redes sociais

A crise do governo Lula extrapolou os limites da política institucional e agora ganha força também nas redes sociais. De acordo com levantamento da consultoria Ativaweb, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva perdeu cerca de 1 milhão de seguidores no Instagram e no Facebook nos últimos seis meses — reflexo direto de escândalos e más decisões que minaram a confiança digital no petista.

Entre os principais fatores da queda estão os descontos fraudulentos no INSS, revelados por operação da Polícia Federal, e o recuo mal conduzido no aumento do IOF, ambos eventos que geraram picos históricos de rejeição nas redes. Em abril, após a revelação do esquema do INSS, Lula perdeu 240 mil seguidores em um único mês e foi alvo de 2,88 milhões de menções em 24 horas — 79% delas com teor negativo, associando seu governo a termos como “roubo” e “omissão”.

A situação se agravou em maio com o desgaste provocado por declarações da primeira-dama Janja da Silva, cuja fala criticando o TikTok diante do presidente chinês Xi Jinping gerou rejeição em 73% das publicações analisadas nas redes. Outra fala polêmica, defendendo a regulação das redes sociais com base no modelo chinês, também repercutiu mal. O próprio Partido dos Trabalhadores precisou lançar uma campanha de apoio (#EstouComJanja) para conter a onda negativa.

Atualmente, Lula soma 13,3 milhões de seguidores no Instagram e 5,6 milhões no Facebook, mas o recuo de 1 milhão representa uma queda de aproximadamente 5% em sua base total. Para analistas, o fenômeno revela não só um desgaste de imagem, mas também o enfraquecimento da conexão emocional que Lula mantinha com parte significativa de seu eleitorado digital — inclusive em redutos historicamente petistas, como o Nordeste, onde as menções negativas lideraram com 28,4%.

O desgaste nas redes agora se junta às crescentes taxas de reprovação nas pesquisas e fortalece narrativas da oposição: a de que o governo voltou a ser marcado por escândalos de corrupção e aumento de impostos — temas que mexem com o bolso e a memória do eleitorado.