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Mais de 30% das prefeituras cearenses não conseguem pagar despesas básicas, aponta IFGF

Mais de 30% das prefeituras cearenses não conseguem pagar despesas básicas, aponta IFGF

Cerca de 32,6% das prefeituras cearenses avaliadas no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) 2025 não tiveram autonomia financeira para cobrir despesas básicas em 2024, como salários de prefeitos e vereadores. Ao todo, 59 municípios receberam nota zero no indicador Autonomia, divulgado nessa quinta-feira (17).

Entre as 181 cidades cearenses analisadas, 92,8% (168) ficaram nas faixas mais baixas do índice. A média estadual do critério Autonomia foi de 0,1887 ponto, 57,1% inferior à média nacional, que alcançou 0,4403. Apenas 13 municípios cearenses obtiveram notas consideradas boas ou excelentes, com destaque para Aquiraz, Eusébio, Fortaleza e São Gonçalo do Amarante, que atingiram pontuação máxima.

De acordo com o economista Wandemberg Almeida, presidente do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon), a baixa arrecadação local está ligada à pouca diversificação da economia, concentrada em atividades de baixo retorno, como agricultura de subsistência e comércio de pequeno porte. Ele também ressaltou a forte dependência dos municípios em relação ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e a outras transferências federais.

Para mudar o cenário, o especialista defende investimentos em gestão fiscal, qualificação de profissionais e políticas que atraiam novos negócios. Segundo ele, apostar em setores estratégicos como turismo, agronegócio e energias renováveis pode impulsionar a arrecadação e reduzir a desigualdade econômica entre os municípios.