Notícias

Fortaleza sedia encontro internacional que discute o impacto das armas na violência contra as mulheres

Fortaleza sedia encontro internacional que discute o impacto das armas na violência contra as mulheres

Fortaleza, 25 de junho de 2025 – Começou hoje, na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, o 4º Encontro Latino-Americano sobre Armas e Gênero, que reúne representantes de dez países da América Latina — entre eles Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.

O evento é organizado pela Associação para Políticas Públicas (APP), com apoio da senadora Augusta Brito (PT‑CE) e da ONG Instituto Sou da Paz, e marca a primeira vez que o Brasil sedia a iniciativa.

A diretora da APP, Maria Pia, destacou a importância da realização do evento em território brasileiro, especialmente no Nordeste:

“É a primeira vez que dez países da região se reúnem no Brasil para discutir o que podem fazer e quais medidas podem ser tomadas, no marco do Tratado de Comércio de Armas, para prevenir que essas armas sejam utilizadas em atos de violência contra as mulheres.”

Segundo ela, um dos principais objetivos do encontro é a elaboração de um plano de ação conjunto, que deverá ser chamado de Plano de Ação de Fortaleza. “Neste plano, vamos discutir como os países vão trabalhar juntos daqui pra frente. A ideia é que nos reencontremos em um ano para avaliar quais medidas foram implementadas e como isso impactou a vida das mulheres,” afirmou Maria Pia.

Ela reforçou ainda que a iniciativa busca promover uma atuação coordenada entre os países signatários do Tratado de Comércio de Armas, com foco na prevenção de desvios, no controle mais rigoroso do comércio legal e ilegal de armamentos, e na inclusão do recorte de gênero nas políticas de segurança.

“Queremos avançar na integração de gênero dentro da implementação do TCA. Isso significa pensar em como as armas, legais e ilegais, impactam de forma diferente mulheres, meninas e populações vulneráveis, e o que os Estados podem fazer para evitar que essas armas sejam usadas contra elas.”

O evento segue até o dia 27 de junho, com mesas temáticas e reuniões técnicas entre delegações, especialistas e organizações da sociedade civil. A programação se encerra com a apresentação oficial do plano de ação e a assinatura de um compromisso entre os países participantes.