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Fortaleza segue entre as cidades mais violentas do mundo em novo ranking internacional

Fortaleza segue entre as cidades mais violentas do mundo em novo ranking internacional

Fortaleza continua aparecendo entre as 50 cidades mais violentas do mundo, de acordo com o ranking divulgado em fevereiro de 2025 pela ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal. Os dados se referem ao ano de 2024 e mostram que, apesar de uma leve melhora no cenário nacional, a capital cearense permanece em destaque negativo ao lado de outras sete cidades brasileiras.

A cidade mais violenta do Brasil, segundo o levantamento, é Feira de Santana (BA), que ocupa a 22ª posição global, com taxa de 55,63 homicídios por 100 mil habitantes. Recife aparece em seguida, com 41,88 homicídios por 100 mil habitantes, na 31ª colocação. Além de Fortaleza, estão na lista Salvador, Maceió, Porto Velho, Manaus e Caruaru. Juntas, essas oito cidades brasileiras registraram 6.451 homicídios em 2024, com média de 38,55 mortes violentas por 100 mil habitantes.

Comparado ao ranking de 2023, o Brasil teve uma leve melhora: o número de cidades brasileiras na lista caiu de dez para oito, com a saída de Macapá e Teresina. Além disso, a cidade brasileira mais violenta em 2023 ocupava a 19ª posição, enquanto agora está na 22ª. Apesar da melhora relativa, os números ainda são alarmantes e indicam que o problema da violência urbana continua grave.

O ranking global deste ano é liderado por Porto Príncipe, no Haiti, que registrou a maior taxa de homicídios: 139,31 por 100 mil habitantes. Segundo os pesquisadores, a capital haitiana vive um colapso institucional, com mais de 80% da cidade sob controle de gangues criminosas. O México também chama atenção: embora não tenha a cidade mais violenta, lidera em número de cidades no ranking, com 20 das 50 — sete delas entre as dez mais violentas do mundo.

As 50 cidades listadas pelo relatório somam mais de 40 mil homicídios em uma população de aproximadamente 71 milhões de pessoas, o que representa 8,2% de todos os homicídios do mundo, mesmo reunindo menos de 1% da população global. O estudo reforça a urgência de políticas públicas mais eficazes de segurança e controle da criminalidade, especialmente nas cidades brasileiras que seguem enfrentando altos índices de violência, como é o caso de Fortaleza.