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Preço da gasolina sobe 11,8% desde a posse de Lula; Ceará registra alta de 6,8%

Preço da gasolina sobe 11,8% desde a posse de Lula; Ceará registra alta de 6,8%

O preço da gasolina no Brasil teve um aumento de 11,8% desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), impactando diretamente o bolso dos consumidores em todo o país. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), sete estados registraram um encarecimento superior a 15% no preço do combustível. Nesse contexto, o Ceará apresentou uma alta de 6,8%.

O Amazonas se destacou como o estado onde a gasolina ficou mais cara, com um valor de R$ 6,30 por litro, representando um aumento de 25,7% em relação ao final de 2022. Por outro lado, o Piauí registrou a menor variação, com um acréscimo de apenas 3,1%.

O aumento no preço da gasolina ocorreu devido à retomada da cobrança de impostos sobre os combustíveis. Em 1º de março, a cobrança de uma alíquota parcial do Pis/Cofins e da Cide voltou a incidir sobre os combustíveis em todo o país, resultando em um acréscimo de R$ 0,47 por litro de gasolina. Posteriormente, em 1º de junho, houve a alteração na cobrança do ICMS monofásico, com uma alíquota única que passou a ser cobrada por todos os estados. Em 29 de junho, o governo federal retomou a cobrança da alíquota cheia do Pis/Cofins, resultando em um impacto adicional de R$ 0,27 por litro, somando-se ao aumento de R$ 0,07 em função da Cide, totalizando um impacto de R$ 0,34 por litro.

Em resposta ao retorno das taxações, a Petrobras realizou cortes no preço do combustível repassado às distribuidoras. Até o momento, a estatal já realizou quatro diminuições, sendo três delas logo após a volta dos impostos, na tentativa de amenizar o impacto da taxação.

Outro dado relevante é que, nos primeiros seis meses do governo Lula, o preço médio da gasolina no Brasil ficou mais alto do que o preço médio do diesel. De acordo com a ANP, a gasolina está sendo comercializada a R$ 5,63 nos postos de todo o país, um valor 12,4% superior ao cobrado pelo diesel, utilizado no abastecimento de caminhões, que é de R$ 5,01. No final de 2022, a gasolina era vendida a um preço 33% menor do que o diesel. Enquanto o preço da gasolina aumentou 13,5%, o preço do diesel teve uma redução de 21,5%.

Em contrapartida, sete estados apresentaram uma redução no preço do etanol, combustível alternativo muito utilizado no Brasil. São Paulo registrou a maior queda, com uma redução de 5,8% no preço. No final de 2022, o etanol era comercializado a R$ 3,78 e agora está sendo vendido a R$ 3,71. Surpreendentemente, o preço no estado mais populoso do país se manteve abaixo do praticado no ano passado, mesmo com o aumento da cobrança do ICMS do etanol anunciado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em 30 de junho, Tarcísio decidiu aumentar a alíquota do imposto sobre o combustível de 9,57% para 12%.

O aumento no preço da gasolina afeta diretamente o orçamento das famílias brasileiras, que já enfrentam dificuldades financeiras. A população aguarda atentamente por medidas que possam aliviar o impacto desses aumentos, enquanto o governo busca soluções para equilibrar a necessidade de arrecadação com a preocupação com o poder de compra dos cidadãos.