Na ultima sexta, 14 de julho, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi alvo de hostilidades por um grupo de brasileiros no Aeroporto Internacional de Roma, na Itália. A ação ocorreu por volta das 18h45 no horário local e envolveu três agressores.
Segundo informações da Polícia Federal (PF), uma mulher identificada como Andréia proferiu ofensas ao ministro, chamando-o de "bandido, comunista e comprado". Logo em seguida, um homem identificado como Roberto Mantovani Filho reforçou os xingamentos e chegou a agredir fisicamente o filho do magistrado. Outro indivíduo, identificado como Alex Zanatta, uniu-se aos agressores, proferindo palavras de baixo calão.
O ministro Alexandre de Moraes estava acompanhado de sua família no aeroporto, retornando da Universidade de Siena, onde havia realizado uma palestra no Fórum Internacional de Direito. A veracidade dos eventos foi confirmada por fontes próximas à PF e ao Ministério da Justiça.
Embora os três brasileiros tenham sido identificados como responsáveis pelo ocorrido, eles não foram presos de imediato. O ministro da Justiça, Flávio Dino, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), entrou em contato com Moraes para expressar solidariedade diante da violência sofrida pelo magistrado.
O Supremo Tribunal Federal optou por não se manifestar sobre o incidente. As autoridades competentes iniciaram um inquérito para investigar o caso e tomar as medidas legais cabíveis.
Episódios de hostilidade contra autoridades públicas são preocupantes, uma vez que podem comprometer a segurança e a integridade física dos indivíduos envolvidos. É fundamental que o Estado assegure a proteção de seus agentes, garantindo um ambiente seguro para o exercício de suas funções.
