O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (16), cotado a R$ 6,09, atingindo um novo recorde nominal. Mesmo com leilões do Banco Central (BC) para conter a alta, a moeda segue pressionada pelas incertezas fiscais e pela demanda de dólares para remessas ao exterior.
A piora das expectativas de inflação, divulgada no Boletim Focus, e as críticas do presidente Lula à taxa de juros aumentaram o desconforto no mercado. Analistas apontam que a falta de confiança nas medidas de contenção de gastos do governo, que ainda aguardam aprovação no Congresso, tem afastado investidores e impulsionado o dólar.
Apesar das intervenções do BC, como leilões de venda de dólares, o real segue em queda, refletindo a alta demanda por proteção cambial e remessas de fim de ano. Economistas também destacam a expectativa pela decisão do Federal Reserve sobre os juros americanos, prevista para quarta-feira (18), como fator adicional de pressão no mercado cambial brasileiro.
O cenário fiscal, aliado à piora das projeções econômicas, deve manter o dólar em tendência de alta no curto prazo.
