O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou um pacote de cortes de gastos e ajustes fiscais com foco no equilíbrio das contas públicas. Entre as mudanças estão a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, uma alíquota de 10% para rendas acima de R$ 50 mil e alterações na previdência dos militares. O governo estima uma economia de R$ 327 bilhões entre 2025 e 2030.
Reação Política
Líderes governistas, como José Guimarães (PT-CE) e Jaques Wagner (PT-BA), defenderam as medidas como um avanço na justiça fiscal e cumprimento de promessas de campanha. Já a oposição, com Rogério Marinho (PL-RN) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou as mudanças, apontando contradições com discursos anteriores do PT e alertando para impactos negativos na economia.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmaram que o pacote fiscal será prioridade nas votações de fim de ano.
Reação do Mercado e Dólar
Com a expectativa das medidas, o dólar alcançou R$ 5,91 e ultrapassou os R$ 6,00 no dia seguinte, registrando o maior valor nominal da história. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operou em queda.
Analistas do mercado demonstraram ceticismo quanto à eficácia das mudanças no controle das contas públicas. Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, elogiou o corte de R$ 70 bilhões, mas destacou a necessidade de medidas mais impactantes. Já o economista Felipe Salto, da Warren, avaliou que o pacote é correto, mas insuficiente para estabilizar a dívida pública no curto prazo.
