Política

Cid e Júnior Mano articulam movimento para isolar Camilo e reposicionar forças na base governista

Cid e Júnior Mano articulam movimento para isolar Camilo e reposicionar forças na base governista

 A recente ofensiva verbal do deputado federal Júnior Mano contra o ministro da Educação, Camilo Santana, não é vista apenas como reação isolada a um veto político. Nos bastidores, o movimento é interpretado como parte de uma articulação conduzida em sintonia com o senador Cid Gomes, com o objetivo de reorganizar o eixo de poder dentro da base governista no Ceará.

 Após ser apontado por Cid como “amigo” e possível sucessor natural ao Senado, Júnior Mano foi vetado pelo núcleo ligado a Camilo. A resposta veio em tom calculado. Ao declarar que “quem tem que topar é o governador”,  em referência a Elmano de Freitas, o deputado desloca o centro da decisão política, retirando de Camilo a posição de árbitro da sucessão. 

A estratégia sugere uma tentativa de isolar o ministro dentro da própria aliança, fortalecendo diretamente o governador Elmano. Ao enfatizar o peso do bloco de prefeitos que o acompanham, Júnior Mano sinaliza que o capital político necessário à reeleição do governador estaria mais vinculado ao grupo de Cid do que ao ministro da Educação. 

O recado implícito é claro: a sustentação eleitoral de 2026 passaria prioritariamente pela convergência entre Elmano, Cid e os prefeitos aliados, reduzindo a centralidade de Camilo nas decisões estratégicas. O movimento eleva a temperatura na base e reposiciona as forças internas, abrindo espaço para uma disputa silenciosa por protagonismo no campo governista cearense.

Com informações de O Povo