O Ceará encerrou 2025 com uma das menores taxas de desemprego do Brasil, alcançando 6,5%, conforme dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (20). As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e colocam o estado entre os 12 que ficaram abaixo da média nacional, que fechou o ano em 5,6%.
O levantamento aponta ainda que 19 estados e o Distrito Federal registraram mínimas históricas na taxa de desocupação desde 2012, ano de início da série histórica. No Nordeste, o Ceará apresentou desempenho de destaque, superando estados como Paraíba, com 6%, e Maranhão, com 6,8%, consolidando-se entre os melhores resultados da região.
Apesar do avanço expressivo na redução do desemprego, o estado ainda enfrenta desafios relacionados à informalidade. Atualmente, 51% da população ocupada no Ceará atua em empregos sem garantias como cobertura previdenciária, 13º salário e seguro-desemprego. O percentual está acima da média nacional, que é de 38,1%, evidenciando desigualdades regionais, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
No que se refere ao rendimento médio, o trabalhador cearense recebeu, em 2025, R$ 2.394 por mês, valor inferior à média nacional de R$ 3.560. O cenário reforça a necessidade de ampliação de políticas públicas voltadas à qualificação profissional, geração de empregos formais e fortalecimento das oportunidades de trabalho com maior remuneração.
Segundo o analista do IBGE, William Kratochwill, o resultado histórico do país “decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real”. O levantamento reafirma a importância de investimentos contínuos em educação, capacitação profissional e incentivo à formalização, para que estados como o Ceará possam não apenas manter baixos índices de desemprego, mas também elevar a qualidade do emprego e da renda da população.
