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Durante celebração religiosa, judeus são brutalmente massacrados em ataque antissemita em Sydney

Durante celebração religiosa, judeus são brutalmente massacrados em ataque antissemita em Sydney

Um tiroteio contra uma celebração de Hanukkah na praia de Bondi, em Sydney, deixou ao menos nove a dez mortos e mais de uma dezena de feridos, em um ataque que autoridades e lideranças judaicas classificam como antissemita e direcionado à comunidade judaica local. O caso se soma a uma escalada de ataques e ameaças contra judeus em Sydney desde 2023, aumentando a sensação de medo e vulnerabilidade entre moradores judeus da cidade.

O ataque em Bondi Beach

No fim de semana, atiradores abriram fogo contra centenas de pessoas reunidas em Bondi Beach para celebrar o início de Hanukkah, uma das datas mais importantes do calendário judaico. Segundo a polícia de Nova Gales do Sul, ao menos um dos suspeitos foi morto, outro está sob custódia e há investigação em curso sobre possível planejamento prévio e motivação antissemita do atentado.

Relatos de testemunhas descrevem cenas de pânico, com pessoas correndo pelas ruas próximas e corpos caídos na areia e no calçadão da praia. O primeiro-ministro Anthony Albanese chamou o ataque de “chocante e angustiante”, enquanto o presidente de Israel, Isaac Herzog, definiu o episódio como um “cruel ataque a judeus” e pediu ação firme contra a onda de antissemitismo na Austrália.

Reação das autoridades e da comunidade

Autoridades australianas reforçaram a segurança em sinagogas, escolas judaicas e centros comunitários em Sydney e outras cidades após o tiroteio. Governos estrangeiros e organizações judaicas ao redor do mundo condenaram o ataque, enfatizando o caráter antissemita do crime e cobrando investigação rápida e punição dos responsáveis.

Lideranças judaicas locais afirmam que a comunidade vive um “clima de cerco” desde o início da guerra em Gaza em 2023, com aumento de ameaças, pichações com suásticas, incêndios criminosos e ataques a propriedades ligadas a judeus em Sydney e Melbourne. Para esses grupos, o atentado em Bondi é o ponto mais grave de uma escalada de ódio que já vinha sendo denunciada há meses.

Escalada de ataques antissemitas em Sydney

Antes do massacre em Bondi, Sydney já tinha registrado diversos casos de ódio contra judeus, incluindo a depredação e incêndio de carros na casa de um líder comunitário, ataques a sinagogas com símbolos nazistas e ameaças de morte online a organizações judaicas. Em janeiro, a polícia criou forças-tarefa específicas para investigar crimes de ódio ligados ao antissemitismo e a outras formas de extremismo na região.

Entidades de direitos humanos alertam que a escalada de ataques contra judeus ocorre em paralelo ao aumento de crimes de ódio contra muçulmanos, árabes e palestinos, em um ambiente de forte polarização importado do conflito no Oriente Médio. Especialistas defendem respostas firmes da Justiça, programas de educação contra o ódio e monitoramento mais rigoroso de grupos extremistas para evitar novos episódios de violência em massa.