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Maranguape lidera ranking das cidades mais violentas do Brasil em 2024

Maranguape lidera ranking das cidades mais violentas do Brasil em 2024

O município de Maranguape, localizado na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), foi apontado como a cidade mais violenta do Brasil em 2024, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (24). Com uma taxa alarmante de 79,9 homicídios por 100 mil habitantes, o município cearense superou todas as demais cidades brasileiras com mais de 100 mil moradores, somando 87 mortes violentas no ano passado. O número representa um aumento de 11,5% em relação a 2023, quando o índice foi de 68,4 por 100 mil.

O estudo atribui a escalada da violência em Maranguape à intensa disputa territorial entre facções criminosas, principalmente Guardiões do Estado (GDE) e Comando Vermelho (CV), que disputam o controle do tráfico de drogas na região. Esses conflitos armados não apenas elevaram a cidade ao topo do ranking nacional de homicídios, como também transformaram o cotidiano da população local, que convive com o medo e a insegurança constantes.

Outros dois municípios cearenses também aparecem entre os dez mais violentos do país: Caucaia e Maracanaú, ocupando a oitava e nona posições, com taxas de 68,7 e 68,5 homicídios por 100 mil habitantes, respectivamente. Todas as cidades listadas entre as dez com maior índice de Mortes Violentas Intencionais (MVI) estão localizadas no Nordeste, destacando uma grave crise de segurança pública na região. A Bahia lidera com cinco municípios no ranking, seguida pelo Ceará com três e Pernambuco com dois.

O Anuário, elaborado anualmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), compila dados fornecidos pelas secretarias estaduais de segurança. Após Maranguape, as cidades com maiores índices de homicídios são Jequié (BA), com 77,6 por 100 mil habitantes, e Juazeiro (BA), com 76,2. A realidade evidenciada pelo estudo exige ações urgentes e coordenadas entre os governos estaduais e federal para enfrentar o avanço do crime organizado e devolver a sensação de segurança à população nordestina.