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Lula anuncia programa de crédito para entregadores comprarem motos novas

Lula anuncia programa de crédito para entregadores comprarem motos novas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira (4), durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, que o governo federal está desenvolvendo um programa de financiamento específico para entregadores de aplicativos adquirirem motocicletas. A medida tem como objetivo oferecer melhores condições de trabalho a esses profissionais, que se tornaram peça fundamental na economia de serviços urbanos nos últimos anos.

“Estamos trabalhando com muito afinco um programa de crédito para financiar motocicleta para os entregadores de comida deste país”, declarou Lula. Apesar de não anunciar uma data para o lançamento oficial do programa, o presidente destacou que a iniciativa faz parte de um esforço mais amplo para estruturar melhor as condições de trabalho da categoria.

Além do crédito facilitado, Lula reforçou a importância de garantir infraestrutura básica para os entregadores. “Temos de cuidar não apenas da questão do crédito para ele comprar uma moto, mas garantir também que tenha um lugar para que ele possa fazer as necessidades básicas, inclusive”, pontuou, indicando que o governo quer ir além do financiamento e oferecer suporte estrutural.

Em maio, Lula se reuniu com os presidentes da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, além de ministros e secretários de áreas estratégicas, para discutir a criação da linha de crédito. A proposta visa facilitar a troca de motocicletas e oferecer melhores condições de pagamento aos entregadores. A medida é vista também como uma tentativa de se aproximar de um grupo de trabalhadores tradicionalmente mais alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Até o momento, os motoristas de aplicativo não estão incluídos na proposta. O Ministério do Trabalho tenta avançar na regulamentação do setor, mas enfrenta dificuldades tanto no Congresso quanto entre as próprias categorias envolvidas. Para os motoentregadores, sequer houve acordo com as empresas para viabilizar um projeto de lei. O governo, porém, sinaliza que o tema continua em pauta e deve ser ampliado conforme o diálogo avance.