Em uma entrevista exclusiva ao Broadcast Político/Estadão, o Ministro da Educação, Camilo Santana (PT), destacou a possibilidade de utilizar recursos provenientes de taxas cobradas pelas faculdades particulares para financiar o novo órgão destinado a fiscalizar o ensino superior privado. Ele enfatizou que, dado o tamanho do setor, o próprio instituto teria condições de arrecadar significativamente.
O ministro também revelou planos para criar um marco regulatório para a educação a distância (EAD), visando estabelecer diretrizes para cursos ministrados no formato híbrido ou remoto. Em relação ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), Santana afirmou que há uma proposta para uma nova versão do programa, mas que falta acordo com o Ministério da Fazenda. Ele defendeu a necessidade de cobranças diferenciadas, considerando a renda dos beneficiários.
Ao abordar a reforma do ensino médio, o ministro expressou surpresa com a relatoria do deputado oposicionista Mendonça Filho (União Brasil-PE), indicado para o cargo. Apesar das dificuldades, ele reiterou a intenção de insistir na aprovação do projeto no Congresso, com a expectativa de que o debate seja retomado após o recesso legislativo.
Santana também mencionou a criação de um instituto para regular o ensino superior privado, que financiaria suas atividades por meio de taxas cobradas das instituições privadas. Em relação à EAD, o ministro busca um marco regulatório, considerando a expansão exponencial desse modelo de ensino.
Sobre as universidades federais, o ministro destacou os esforços para manter o mesmo nível de orçamento em 2024, com o possível acréscimo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das universidades. Além disso, ele sinalizou a necessidade de repensar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e propôs uma reunião com os governadores para estabelecer metas de alfabetização.
Quanto a uma eventual reforma ministerial, Santana deixou a resposta para o presidente.
