Uma das grandes promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o início de seu governo foi o programa "Desenrola", que tinha como objetivo auxiliar as famílias endividadas na renegociação de suas dívidas. No entanto, passados mais de 100 dias de mandato, o programa ainda não saiu do papel e as famílias brasileiras continuam sofrendo com o alto grau de endividamento.
Durante um discurso no Palácio do Planalto, Lula pediu ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que acelerasse o processo de lançamento do programa. O presidente enfatizou o fato de que muitas famílias estão utilizando o cartão de crédito para comprar comida e que algo precisa ser feito para ajudá-las.
No entanto, mesmo com a formatação do programa já concluída, Haddad afirmou que o lançamento seria adiado até que um sistema que cruzasse os dados dos birôs de crédito, dos devedores, dos credores e o fundo garantidor do governo fosse desenvolvido. O ministro afirmou que o sistema seria desenvolvido do zero e que ainda não há uma data específica para o início das operações.
O Desenrola foi uma das três grandes promessas de Lula para a economia brasileira no início de seu governo, juntamente com o aumento real do salário mínimo e os 600 reais do Bolsa Família. Segundo a pasta, o programa beneficiaria 37 milhões de pessoas que estão com o nome sujo, sendo inicialmente direcionado para famílias de baixa renda, embora não haja um corte de faixa de renda. O governo disponibilizaria um fundo garantidor de 10 bilhões de reais para renegociar 50 bilhões de reais em dívidas das famílias brasileiras.
Enquanto o programa Desenrola continua enrolado, as famílias brasileiras continuam sofrendo com altos níveis de endividamento. O governo precisa agir rapidamente para cumprir essa importante promessa de campanha e ajudar as famílias a se reorganizarem financeiramente.
